segunda-feira, 16 de março de 2009

Mundinho pequenino!

Vivemos num mundo tão pequenino, é mesmo verdade que onde quer que vamos há sempre alguém conhecido ou pelo menos alguém que conhece alguém que nos conhece!!!
É engraçado, num mundo tão grande e tão egoísta um pequeno sorriso faz-nos sentir em casa!
Ainda agora ali cheguei e já encontrei tanta gente conhecida, até me faz sentir menos perdida...
E começar a conhecer as pessoas que sobem e descem no elevador, as pessoas que entram ou saem à mesma hora que eu, as pessoas com quem me vou cruzando faz-me sentir parte daquela casa!!!
Continua tudo a correr bem, e tenho impressão que ainda vou encontrar mais gente conhecida por ali!!!

2 comentários:

Francisca disse...

Acabamos sempre por nos integrar no desconhecido, por fazer daquilo que dantes nos era distante a nossa casa! Aí conhecemos pessoas importantes, que vão começar a fazer parte da nossa vida, cada dia que passa vão estando mais próximas! Quem sabe se não encontramos mesmo "A" pessoa que estamos a procura... Aquela do "estou a tua procura"!
Mas é bom não esquecer aqueles que fazem parte da nossa vida de antes, porque esses são as nossas raízes, são aqueles que nos ajudam a crescer em direcção ao céu, e nos ensinam o sentido de estar cá para tudo!
É bom saber saber que podemos contar uns com os outros! E é especialmente bom saber que estamos cá uma para a outra, mesmo que agora nos vejamos pouco, mesmo que só te veja a dormir e tu só me vejas a dormir! As portas da minha casa (do meu coração) vão estar sempre abertas para ti!
Não te esqueças...

Emmanuel disse...

Que bonitas as tuas palavras, e nem imaginas onde me levaram.
Há alguns anos desloquei-me em serviço a um país lindo mas muito triste, sem ninguém da nossa nacionalidade (que eu soubesse...) e com um regime terrívelmente severo.
Talvez devido a toda essa rigidez, ou para me tentar alhear dela, passei a ver as pessoas à minha volta como umas formiguinhas que se moviam sem cessar e que jamais aparentavam o mínimo sentimento.
Até que, ao fim de uma manhã, quando ia almoçar, reparei que estavam a descarregar equipamentos numa pequena central electrica, e para grande espanto meu, as etiquetas das embalagens mencionavam o nosso país como origem. Devo ter pensado em voz alta "olha que giro", e obtive uma resposta: O senhor é Português?
Tudo mudou. Meia duzia de palavras e aquela formiga e todas as outras passaram a ser "gente", com sentimentos, aspirações, problemas.
Não houve, infelizmente tempo para fazer amizades, mas passou a ser possível sorrir e obter sorrisos em troca.
Por, apenas, meia dúzia de palavras.
(O país chamava-se na altura Birmânia e a cidade Rangoon)